Com a internet se tornando o novo “parquinho” das crianças, algo preocupante tem acontecido: a busca por visualizações e dinheiro tem levado pais a expor seus filhos de forma perigosa. Casos como o da Bell Para Meninas, exposta a um nível de engajamento que “extrapolava a normalidade”, e de Kamylinha, que cresceu em um ambiente voltado à monetização e sexualização desde os 12 anos, mostram como a infância tem sido transformada em palco de consumo.
Segundo a UNICEF (2023), mais de 80% das crianças e adolescentes em países em desenvolvimento estão expostos a riscos digitais graves, incluindo cyberbullying, exploração sexual e perda de privacidade. Já a Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que o excesso de tempo de tela e exposição online estão diretamente ligados ao aumento de transtornos de ansiedade, depressão e problemas de sono em crianças.
Nesse cenário, a terapia, especialmente a Teoterapia (Terapia Cristã), pode ser a chave para resgatar a saúde mental e espiritual de toda a família.
A Infância não é um Produto, é um Dom Divino
A psicologia nos ensina que a criança precisa aprender a distinguir o que é público do que é privado. Quando isso não acontece, ela perde a essência de sua identidade, moldando-se pelo olhar e aprovação externos.
Na Teoterapia, compreendemos que a infância é um dom sagrado de Deus, a ser protegido. A Palavra nos lembra:
“Os filhos são herança do Senhor, uma recompensa que ele dá.” (Salmos 127:3)
“Deixem vir a mim as crianças e não as impeçam; pois o Reino dos céus pertence aos que são semelhantes a elas.” (Mateus 19:14)
A exposição digital e a “adultização precoce” ferem a pureza da infância. Como dizia Carl Jung, “Nada tem uma influência psicológica mais forte sobre o ambiente de uma criança do que a vida não vivida dos pais”. Ou seja, quando os pais buscam no filho aquilo que deveriam resolver em si mesmos (status, dinheiro, aprovação), transferem suas carências e projetam nelas um peso insuportável.
A Teoterapia atua curando não apenas os danos psicológicos, mas também os traumas espirituais, restaurando a percepção da criança de que sua identidade vem de Deus e não da validação da internet.
Quando a Confiança é Quebrada, a Fé se Perde
Nos casos mais extremos, quando a exposição ou abuso parte de um familiar, a criança experimenta uma das maiores rupturas emocionais: a quebra da confiança. A Bíblia nos mostra a gravidade dessa responsabilidade:
“Mas, se alguém fizer tropeçar um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe seria que lhe pendurassem no pescoço uma pedra de moinho e fosse afogado nas profundezas do mar.” (Mateus 18:6)
A criança que sofre essa traição pode perder a fé no mundo e em si mesma. Contudo, a cura é possível. A Teoterapia oferece um espaço de acolhimento e restauração, onde a vítima é lembrada de que:
“Ele cura os que têm o coração partido e trata dos seus ferimentos.” (Salmo 147:3)
E o primeiro passo é entender que a culpa não é dela. Como ensina a American Psychological Association (APA), dar nome ao trauma e buscar apoio psicológico adequado são passos fundamentais para iniciar a cura.
O Chamado à Responsabilidade: Proteja Seus Filhos
A infância é curta, mas seus efeitos ecoam por toda a vida. Pais não podem negligenciar seu papel. Deixar uma criança sozinha com um celular no quarto é, como disse uma psicóloga em entrevista, o mesmo que “deixá-la sozinha na Praça da Sé”: vulnerável a todo tipo de influência e risco.
A Bíblia é clara sobre a responsabilidade dos pais:
“Instrua a criança segundo os objetivos que você tem para ela, e mesmo com o passar dos anos não se desviará deles.” (Provérbios 22:6)
“Porque o Senhor disciplina a quem ama, assim como o pai faz ao filho de quem deseja o bem.” (Provérbios 3:12)
Como ensina James Dobson, psicólogo cristão referência mundial em família: “Crianças não precisam de pais perfeitos, mas precisam de pais presentes, que estabeleçam limites claros.”
A Teoterapia, nesse sentido, ajuda os pais a reencontrarem sua autoridade amorosa, a estabelecerem limites saudáveis e a construírem um lar onde o amor de Deus é a principal referência.
Conclusão
A infância não é um produto de consumo digital, mas um presente de Deus. Quando protegida, floresce em segurança, alegria e fé. Quando violada, gera traumas que podem durar a vida inteira.
A Teoterapia e a psicologia, aliadas, são caminhos de proteção, cura e restauração. Os pais precisam assumir o chamado de serem guardiões espirituais e emocionais de seus filhos, garantindo que cresçam em um ambiente seguro, onde sua identidade seja formada pela verdade do Evangelho, e não pelas ilusões da internet.
“Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele.” (Provérbios 22:6)
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Desejo a você e sua família uma semana na Graça.